Relatório de estado, adenda
Hoje estou a postar por e-mail, não me apetece abrir o blogue.
Penso que o preciso reformar, no sentido de o renovar, não sei, dar-lhe uma outra tónica, procurar ser mais original, profundo... ou então não.
O facto é este espaço retrata uma parte daquilo que eu sou e da qual eu gosto mas que nem sempre me apetece alimentar ou dar-lhe protagonismo.
Por isso mesmo vou continuar ali no café ao fundo da rua e volto daqui a bocado.
Penso que o preciso reformar, no sentido de o renovar, não sei, dar-lhe uma outra tónica, procurar ser mais original, profundo... ou então não.
O facto é este espaço retrata uma parte daquilo que eu sou e da qual eu gosto mas que nem sempre me apetece alimentar ou dar-lhe protagonismo.
Por isso mesmo vou continuar ali no café ao fundo da rua e volto daqui a bocado.
Relatório de estado
Semi-ausente por manifesta falta de inspiração, alguma falta de vontade e, acima de tudo, falta de tempo.
Retomarei as postagens e responderei às amabilidades dentro de momentos.
Não, o blogue não está em hibernação ou suspensão criogénica. Nem sequer de férias.
Venho já, vou só ali tomar café ao fundo da rua e volto a correr.
Retomarei as postagens e responderei às amabilidades dentro de momentos.
Não, o blogue não está em hibernação ou suspensão criogénica. Nem sequer de férias.
Venho já, vou só ali tomar café ao fundo da rua e volto a correr.
Mais pulhices
Desta vez com ligação directa a um post do Carlos Esperança no mui recomendável Ponte Europa.
O Pulha
Dedicado a «O palhaço», de Mário Crespo, insigne jornalista e honrado cronista
Artigo escrito em 14/12/09 no Jornal de Notícias on-line.
O palhaço do Mário Crespo desapareceu do JN, na Internet, mas foi registado em vários blogues e encontra-se por aqui e por ali, levando-me a escrever «O pulha» e a imitar-lhe as ideias, o estilo e o carácter.
O pulha é um invertebrado que procura na ofensa a catarse do ódio e da frustração, que, adorando a ditadura, se serve da democracia, que molda com o esterco de que é feito os contornos dos bonecos que cria, que usa adjectivos para substituir as vértebras que lhe minguam e se antecipa a chamar aos outros o que é.
O pulha diz dos outros o que sabe de si próprio. O pulha coloca opiniões nos jornais a fingir que são notícias e é pago pela baixeza própria através das baixezas que imputa aos outros. O pulha adora que o acreditem e que as mentiras se transformem em dúvidas e as calúnias em incertezas.
O pulha é um serventuário que evita denunciar as avenças de que vive, o biltre que usa a liberdade para a atacar, que atribui aos outros o nojo que é, fazendo passar por factos as intrigas que tece e por verdades as calúnias que divulga.
O pulha é um professor dispensado da docência para insultar a mãe de um ministro ou o escriba em comissão de serviço num órgão de comunicação para corroer a democracia.
O pulha não nasce pulha. Faz-se, cresce e engorda com os detritos que bolça. Regurgita insultos criando retratos à sua imagem, acoimando de patifes os que inveja. É um filho de uma nota de cinco euros e da lascívia do acaso. O pulha é invejoso e vingativo.
O pulha vive na clandestinidade de um grupo partidário, nos meandros das máfias, nas estrebarias da insídia, aproveitando a calada da noite para arremessar a quem odeia as pedras de que se mune. Pode levar vida normal, aparecer na televisão e ter guarida num jornal; atira pedras e garante que está a ser agredido, incapaz de esquecer a sinecura que lhe negaram ou o cargo com que sonhou.
O pulha escuta os outros e diz que está a ser escutado. É um alcoviteiro e mentiroso. O pulha necessita de plateias cheias. Absolutas. O pulha é totalitário. O pulha é quem nos causa vómitos. O pulha leva-nos a descrer da democracia. O pulha escreve nos jornais e fala na televisão. O pulha torna-nos descrentes. Um pulha é sempre igual a outro pulha. E a outro. E são todos iguais. O pulha assusta porque é omnipresente e ataca sempre que pode. Seja a dar facadas nas costas dos eleitos, seja a criar ruídos de fundo, processos de intenção ou julgamentos sumários. O pulha é ruído de fundo e gosta de ser isso. E baba-se de gozo. Por narcisismo. Por ressentimento. Por ódio. Sabendo-se impune.
O pulha é um cobarde impiedoso. É sempre perverso, quando espuma ofensas ou quando ataca políticos. O pulha não tem vergonha. O pulha ouve incautos úteis e senis raivosos e tira conclusões. Depois diz que não concluiu e esconde-se atrás do que ouviu. O pulha porta-se como um labrego no jornal, como um boçal na televisão e é grosseiro nas entrevistas. O pulha é um mestre da pulhice. O pulha não tem moral. Por isso, para ele, a moral não conta. Tem a moral que lhe convém. Por isso pode defender qualquer moral. E fingir que tem moral. Ou que não a tem. O pulha faz mal aos outros. E gosta. E depois faz-se de sonso. O pulha rouba a honra que não tem e que dispensa.
O pulha é um furúnculo que há-de acabar como todo o mal. É uma metástase de um cancro que vive para corroer a democracia. É um conjunto de células malignas que se multiplicam no papel impresso e o esgoto que circula pela Internet a céu aberto.
O pulha é o talibã que fere e mata mas larga os explosivos depois de esconder o corpo. O pulha não é monárquico nem republicano, de esquerda ou de direita, ateu ou crente, é o verme que se alimenta da baba que segrega, do ódio que destila e das feridas que escarafuncha.
Um dia habituamo-nos ao pulha.
O Pulha
Dedicado a «O palhaço», de Mário Crespo, insigne jornalista e honrado cronista
Artigo escrito em 14/12/09 no Jornal de Notícias on-line.
O palhaço do Mário Crespo desapareceu do JN, na Internet, mas foi registado em vários blogues e encontra-se por aqui e por ali, levando-me a escrever «O pulha» e a imitar-lhe as ideias, o estilo e o carácter.
O pulha é um invertebrado que procura na ofensa a catarse do ódio e da frustração, que, adorando a ditadura, se serve da democracia, que molda com o esterco de que é feito os contornos dos bonecos que cria, que usa adjectivos para substituir as vértebras que lhe minguam e se antecipa a chamar aos outros o que é.
O pulha diz dos outros o que sabe de si próprio. O pulha coloca opiniões nos jornais a fingir que são notícias e é pago pela baixeza própria através das baixezas que imputa aos outros. O pulha adora que o acreditem e que as mentiras se transformem em dúvidas e as calúnias em incertezas.
O pulha é um serventuário que evita denunciar as avenças de que vive, o biltre que usa a liberdade para a atacar, que atribui aos outros o nojo que é, fazendo passar por factos as intrigas que tece e por verdades as calúnias que divulga.
O pulha é um professor dispensado da docência para insultar a mãe de um ministro ou o escriba em comissão de serviço num órgão de comunicação para corroer a democracia.
O pulha não nasce pulha. Faz-se, cresce e engorda com os detritos que bolça. Regurgita insultos criando retratos à sua imagem, acoimando de patifes os que inveja. É um filho de uma nota de cinco euros e da lascívia do acaso. O pulha é invejoso e vingativo.
O pulha vive na clandestinidade de um grupo partidário, nos meandros das máfias, nas estrebarias da insídia, aproveitando a calada da noite para arremessar a quem odeia as pedras de que se mune. Pode levar vida normal, aparecer na televisão e ter guarida num jornal; atira pedras e garante que está a ser agredido, incapaz de esquecer a sinecura que lhe negaram ou o cargo com que sonhou.
O pulha escuta os outros e diz que está a ser escutado. É um alcoviteiro e mentiroso. O pulha necessita de plateias cheias. Absolutas. O pulha é totalitário. O pulha é quem nos causa vómitos. O pulha leva-nos a descrer da democracia. O pulha escreve nos jornais e fala na televisão. O pulha torna-nos descrentes. Um pulha é sempre igual a outro pulha. E a outro. E são todos iguais. O pulha assusta porque é omnipresente e ataca sempre que pode. Seja a dar facadas nas costas dos eleitos, seja a criar ruídos de fundo, processos de intenção ou julgamentos sumários. O pulha é ruído de fundo e gosta de ser isso. E baba-se de gozo. Por narcisismo. Por ressentimento. Por ódio. Sabendo-se impune.
O pulha é um cobarde impiedoso. É sempre perverso, quando espuma ofensas ou quando ataca políticos. O pulha não tem vergonha. O pulha ouve incautos úteis e senis raivosos e tira conclusões. Depois diz que não concluiu e esconde-se atrás do que ouviu. O pulha porta-se como um labrego no jornal, como um boçal na televisão e é grosseiro nas entrevistas. O pulha é um mestre da pulhice. O pulha não tem moral. Por isso, para ele, a moral não conta. Tem a moral que lhe convém. Por isso pode defender qualquer moral. E fingir que tem moral. Ou que não a tem. O pulha faz mal aos outros. E gosta. E depois faz-se de sonso. O pulha rouba a honra que não tem e que dispensa.
O pulha é um furúnculo que há-de acabar como todo o mal. É uma metástase de um cancro que vive para corroer a democracia. É um conjunto de células malignas que se multiplicam no papel impresso e o esgoto que circula pela Internet a céu aberto.
O pulha é o talibã que fere e mata mas larga os explosivos depois de esconder o corpo. O pulha não é monárquico nem republicano, de esquerda ou de direita, ateu ou crente, é o verme que se alimenta da baba que segrega, do ódio que destila e das feridas que escarafuncha.
Um dia habituamo-nos ao pulha.
Pensamento não muito ocioso
Há pessoas que são quase como os Dementors do Harry Potter.
Carregam sempre uma aura sombria, como se tivessem uma espécie de sombra portátil atracada. A sua simples presença aumenta os níveis ansiedade geral e diminui a boa disposição dos restantes presentes.
Mesmo quando se esforçam por serem simpáticas e até se sintam eventualmente felizes, estas pessoas como que arrefecem o ambiente. Pior é quando falam de modo meio solene e quando o seu tom de voz é soporífero sem ser calmante.
Não têm culpa e a maioria desconhece (eventualmente alguns desconfiam) este seu efeito.
Não sei bem o que pensar e muito menos dizer sobre isto.
Carregam sempre uma aura sombria, como se tivessem uma espécie de sombra portátil atracada. A sua simples presença aumenta os níveis ansiedade geral e diminui a boa disposição dos restantes presentes.
Mesmo quando se esforçam por serem simpáticas e até se sintam eventualmente felizes, estas pessoas como que arrefecem o ambiente. Pior é quando falam de modo meio solene e quando o seu tom de voz é soporífero sem ser calmante.
Não têm culpa e a maioria desconhece (eventualmente alguns desconfiam) este seu efeito.
Não sei bem o que pensar e muito menos dizer sobre isto.
Definições definitivas
pulha
s. 2 gén.
s. f.
adj. 2 gén.
adj. 2 gén.
1. Pessoa sem brio, bandalho.
2. Dito que se dirige cavilosamente a uma pessoa para que ela caia em fazer uma certa pergunta à qual se responde alguma coisa equívoca ou escarnecedora.
3. Gracejo.
4. Peta; mentira.
5. Reg. Logração, embaçadela.
6. Dito chulo.
7. Relaxado, desmazelado.
8. Vil, desprezível, torpe, indecente.
(inspirado num post do João Galamba no Jugular)
Gosto desta Palavra
verrina
(latim verrina, -ae, singular de verrinae, -arum, discursos de Cícero contra Verres)
s. f.
1. Cada um dos discursos feitos por Cícero contra Verres.
2. Por ext. Ataque violento contra alguém.
3. Crítica áspera na imprensa ou na tribuna.
4. Censura, acusação acerva.
verrinar - Conjugar
(verrina + -ar)
v. intr.
Fazer verrina ou crítica apaixonada.
(latim verrina, -ae, singular de verrinae, -arum, discursos de Cícero contra Verres)
s. f.
1. Cada um dos discursos feitos por Cícero contra Verres.
2. Por ext. Ataque violento contra alguém.
3. Crítica áspera na imprensa ou na tribuna.
4. Censura, acusação acerva.
verrinar - Conjugar
(verrina + -ar)
v. intr.
Fazer verrina ou crítica apaixonada.
in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (online)
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