Boas festas e bom ano

E isso tudo também e etc...
Pouco tempo para postar, pouca vontade de voltar a mostrar a minha enorme falta de espírito da quadra actual, bla, bla, bla, e ponto final que já se faz tarde.

Eu devia era ter ido para professor...

As médias de entrada nos cursos eram muito mais baixas; os ditos funcionavam penas em regime parcial (4 cadeiras anuais em alguns caso, 4!), com um grau de exigência próximo do Zero, o que me permitiria passar ainda mais tempo a folgar mas a progredir e concluir o curso no Tempo devido.
Uma qualquer área dava, até letras se faria a brincar.
Mas não. E contra a vontade dos meus pais - que não suportariam ter um filho advogado e sabiam que em medicina nem por decreto eu entraria - meti-me em eng. química e viu-se que foi um fenomenal erro estratégico. 14-15 cadeiras semestrais, aulas todos os dias e até aos sábados, para além da complicação de ter matemática a sério (análise matemática, cálculo/análise numérica, estatística - a doer e não a dos cursos de sociologia - álgebra linear, geometria analítica) e ainda aquelas complicações das químicas, das físicas e de outras a meio caminho entre as duas.
Assim à laia de resumo, tudo o que me foi ensinado até ao 12º ano em matemática resumi em uma horita de análise matemática e uns 20 min. de álgebra e absolutamente toda a química em meia hora de Química Geral e 10 min. de Química Orgânica. A física, para nós era "light" e demorou uns 40 min. a resumir tudo o que aprendi em 5 anos (8º ao 12º anos).
Prontos, OK, o pessoal das Químicas, Físicas, Matemáticas e Biologias das Faculdades de Ciências também passaram por algo semelhante a isto, tenho de ser justo.
Mas fora professor tudo seria diferente! Estaria hoje Ordenado nessa Congregação Divina do Ensinar, imbuído do Espírito Divino e Claro, tocado pela Supremacia Intelectual e imune a todos os pecados e erros e defeitos de carácter dos reles humanos... seria Perfeito entre os Perfeitos.
Como Apóstolo Divina e Supremo do Santo Ofício de Ensinar, estaria, obviamente acima de toda a Polémica e estaria sempre Certo e a Verdade seria Minha. Assim é a Arte Divina...
E ai de quem diga o contrário pois sobre eles cairá toda a Fúria e Raiva dos Justos e Puros e misericórdia será palavra impura nas cloacas dos impuros e como tal todos terão de perecer!
A Verdade e a Vontade e a Clareza e Clarividência são Graças exclusivas dos Mestres Sagrados (e de alguns intelectuais e think tanks, mas a um nível mais baixo).
Quanto aos alunos, esses são reles homúnculos, meros peões da Divina Missão, projectos perenes e espúrios de humanidade, incapazes de tudo e capazes do pior!
A eles e apenas a eles cabe o ónus da Reprovação e do Fracasso pois os Professores são Divinos, Supremos, Perfeitos e Isentos de Falha.

E seria bom gozar de imunidade judicial mas mais ainda seria bom gozar do privilégio de estar acima de tudo e de todos escolhendo apenas seguir as leis que bem me apetecem mesmo que as ditadas pelos sucessivos Governos eleitos democraticamente desde há 34 anos...

Eu, que sou assim um pouco cheio de mim (e até já estou habituado) escolheria ser avaliado e avaliar os meus pares e optaria por não cumprir o Código da Estrada e alguns pontos do Código Criminal, pois eu sempre quis matar idiotas e acho que estou Divinamente empossado dessa Missão.

Tristeza de gente...

A gente pequena - de espírio, alma e sobretudo de humanidade (e a maioria das vezes também de inteligência) - quanto mais previligiada é, especialmente se é assim de nascença,  mais quer, mais inveja que os outros têm, mais medo da supotas e real inveja dos outros têm e acima de tudo revelam uma brutal incapacidade para a compaixão e solidariedade social.
Mais aguda e activista se revela esta sua incapacidade se à sua posição na pirâmida social - herdada, conquistada ou outra - juntarem o serem "pessoas muito religiosas", leia-se cristãs e rebolemo-nos no chão com a suprema ironia.
Cambada...
E o eventual comuna ou bloquista que por aqui venha ver que vá para o raio que o fornique que a maioria deles são "solidários" apenas e só de garganta, de slogan... especialmente os comunas que quase não se lhes conhece obra social fora do interesse da esfera política, o grande hipócritas.

Sim, sim, é um ponto de vista "radical", "extremo" e tal e o camandro mas se não é aqui que posso vociferar e canalizar alguma da inquietude e raiva, então não sei onde será.

.|.

Bem escrito e dito (e ainda por cima ilustrado)

Este post do Valupi, no Aspirina B.
E este, que também é dele, é também muito refrescante.
Vão lá ver que vale a pena!
E aproveitem para dar uma espreitadela ao resto do blogue, é francamente bom.

WANT!

Mood actual (num dia de chuva e poucas perspectivas de a coisa melhorar até à hora de sair do trabalho)

Hoje estou numa de "Trollar" por aí.
Não estou com a melhor das disposições e procuro, numa estratégia que sei ser vácua sob diversos pontos de vista, tentar fazer com o dia do outros seja mau, ou ainda pior, se possível.

Mas ATENÇÃO:

É uma opção puramente pessoal e não política.

Hoje acordei assim!

Genial, hilariante, fantástico

Este post do Womenage à Trois, da autoria do Mouro da Linha

Aqui ao pé de casa havia uma pequena pastelaria, coisa asseada e digna, onde geralmente íamos tomar o fumegante alento matinal de cada jornada quotidiana. Era propriedade de um jovem casal alentejano. Ele, ensimesmado e sem história nem assunto, com um ar até resignado; ela, garrida criatura loira, espécie de Mariah Carey ainda mais suburbana que a original, que não fazia mistério do seu fascínio pela parte masculina da Humanidade, e geralmente se ataviava de modo a chamar-lhe a atenção: blusas ostensivas, jeans de número abaixo, botas de franjinhas e brilhantes ou sapatos a dar para o agulha.

Há tempos, e sem qualquer aviso prévio, a pastelaria apareceu fechada. Cá por casa, a coisa intrigou-nos, pois nada o fazia prever. Tivemos que mudar de escala matinal. E assim continuou.

Hoje, a nossa prestimosa vizinha Dona Alzira, alma atenta ao mundo em redor, apanhou-nos na escada e revelou-nos o mistério:

Então foi que a rapariga se terá metido com o marido de uma cabeleireira quase adjacente. Esta, brasileira, descobriu o enrolo e é que não vai de modas: no dia seguinte, à hora do almoço, pastelaria cheia de comensais, irrompe pelo terreno inimigo, acareando a messalina.

Não temos relatos precisos da ocorrência, mas terão soado clamores de “Vem cá vagabunda, cê num tem homincasa não, sua sem vergonha?” Foi, de fonte segura, um tal arraial que a freguesia debandou, guardanapo entalado e bitoque por comer, como se um terramoto se abatesse sobre a zona. Ninguém pagou a conta, perante a patente falta de condições para tal. Tudo acabou logo ali, em refrega de lota pesqueira, estilhaçar de loiça e rasgar de roupa suja. Na deriva do pandemónio, a locanda correu taipais e já nem serviu lanches.

Do casal não tenho notícia. Parece que a adúltera foi recambiada para o Alentejo. A cabeleireira voltou a aviar extensões, bufando dignamente de fúria. E eu passei o dia de hoje relativizando a maioria das mesquinhas questões materiais da vida diária, pois percebi que ela tem coisas muito mais importantes, fascinantes e eternas.

A pastelaria reabre brevemente, com nova gerência.


música: Não venhas tarde

Quando derem por ela, irá ser demasiado tarde.

Este senhor, que não trabalha há mais de 20 anos mas recebe o salário por inteiro como se o fizesse - andamos todos a pagar a actividade sindicalista que a muito poucos diz respeito - é de uma desonestidade intelectual e moral como só os membros do Politburo do PCP conseguem ser... ainda mais do que o Avô Boca-Doce (para quem não sabe é o camarada Secretário-Geral da agremiação - uma vénia e respeitosa homenagem ao autor deste epíteto) pois tem um bocado mais de formação académica (a cívica é que deixa a desejar).

Depois não é assim um estratega genial, qualquer pessoa de inteligência média e algum conhecimento geral do Mundo já se apercebeu das "voltas" que está a dar e onde quer chegar.

Menos os professores que de tão "santos" que se sentem, são absolutamente ingénuos e manipuláveis.

Clube dos Pensadores preocupado com situação no futebol

"Clube dos Pensadores preocupado com situação no futebol"

Se fossem mas é pensar em alguma coisa de jeito e deixassem de pensar em merda até podiam ser levados a sério.

Mais outra, fantástica, pelo mesmo Jeff Buckley

Surpresas vespertinas

Um dos mais singelos textos postados num blogue que tive a oportunidade de ler nos últimos tempos, aqui, no absolutamente recomendável A Causa Foi Modificada
O Maradona é o maior!!!

Adenda:
Não quero que pensem que me importo com o que se passa em Lisboa ao nível da vidinha local; estou-me bem cagando para eles.
Apenas gostei da frontalidade e clarividência do autor do blogue, que insisto em recomendar.

E depois há "aquilo" que separa os muito bons ou até quase virtuosos dos verdadeiros Génios

I have a feeling that drinking is a form of suicide where you’re allowed to return to life and begin all over the next day. It’s like killing yourself, and then you’re reborn. I guess I’ve lived about ten or fifteen thousand lives by now.

- Charles Bukowski

Desilusões Matinais

O 5 Dias está uma autêntica cloaca.

É pena.

Surpresas matinais

Encontrei este singelo poema que é de uma profundidade e exactidão tal na descrição de um problema que também me afecta que tive de o repostar aqui - com a devida vénia à autora/postadora original, que podem ir ver ali ao lado, n' O Zero Absoluto (para os menos entendidos nestas coisas da Física é o -273,15 ºC).

poema bulímico
© Ana,


Sei que não estou em mim
a comer uma bola de Berlim

Toca o sinal de alarme
quando peço um folhado de carne

E sinto-me quase de rojo
a engolir comida mete nojo

Mas na verdade não quero vomitar
só enfardar, enfardar, enfardar

Sweet Jane (update)

Os Cowboy Junkies são uma daquelas bandas muito conhecidas mas que não são "Famosas".
A voz absolutamente de arrepiar, quente, melífula, melancólica da Margo Timmins faz-me disparar um turbilhão de emoções, remete-me para amores conquistados e perdidos ao longo dos anos e o sabor agridoce que a sua memória trás... lembra-me ainda das viagens de carro ao fim do dia, pelo pôr-do-sol e para a minha sempre presente solidão e melancolia.
Esta versão de um original do Lou Reed ultrapassa de longe todas as outras e é das minhas músicas preferidas de sempre.

E agora um momento de descontração

A minha geração produziu pais que são uma vergonha

Paranóicos, controladores e psicóticos... competem uns com os outros através dos filhos, projectando a um nível muito superior ao que o fizeram os nossos próprios pais, as suas frustrações relativas ao sucesso académico e profissional.
Mas a vertente controladora é assustadora, imoral e vergonhosa.
Leiam este artigo de opinião ( e sigam os linques), que explana de modo claro aquilo que se passa:

"Velhos temas que me provocam alergias", no mui recomendável Jugular

Ainda sobre o espírito "democrático" dos comunistas

Para os menos informados, é deste tipo de atitudes "democráticas" que o PCP admira e nas quais se inspira:

"O Presidente da Ucrânia, Victor Iuschenko, lançou um apelo à comunidade internacional para condenar os crimes do regime soviético.
“Hoje, estamos unidos pela memória sobre uma das maiores catástrofes da história da humanidade e da vida da Ucrânia”, declarou Iuschenko, em Kiev, durante as cerimónias comemorativas do 75º aniversário do Holodomor, fome artificialmente provocada pelo ditador comunista José Estaline, nos anos 30 do séc. XX, com vista a obrigar os camponeses a aderir à colectivização.
O Holodomor, também conhecido por “grandes fomes” vitimou numerosos milhões de pessoas na Ucrânia, Rússia,Cáucaso e Cazaquestão.
Discursando perante quase 50 delegações internacionais, bem como os presidentes de vários Estados da antiga União Soviética: Geórgia, Polónia, Letónia e Lituânia, Iuschenko acrescentou: “A fome foi escolhida como arma de submissão do povo ucraniano. O objectivo era enfraquecer a Ucrânia, minar as suas forças e, desse modo, liquidar a possibilidade do restabelecimento do Estado independente”.
“Foram exterminados sem piedade milhões de inocentes, metade dos quais eram crianças. Ao mesmo tempo, foram liquidados intelectuais, escritores, cientistas, professores, sacerdotes, todos os que pudessem contrapor a mais pequena resistência intelectual”, frisou.
Segundo Iuschenko, “o regime comunista, durante décadas, tentou matar também a memória sobre as vítimas da tragédia. Todas as recordações sobre a tragédia foram proibidas e severamente castigadas”.
“O mundo não ouviu a nossa voz, a nossa dor, o nosso grito. Recordamos com uma dor ainda maior a política da neutralidade moral e de não ingerência dos maiores países do mundo nessa altura”, declarou.
O Presidente da Ucrânia agradeceu a todos os Estados e organizações internacionais que consideraram o Holodomor de 1932-1933 um acto de genocídio contra o povo ucraniano.
“Em nome do Estado ucraniano, apelo a todos os povos que se unam para julgar o regime totalitário comunista. Apelo a condenar quaisquer tentativas de reabilitar e justificar os crimes de Estaline e dos seus carrascos”, sublinhou, enumerando, depois, todo um rol de crimes do regime comunista soviético."

Via "Da Rússia"

A ser verdade é extremamente grave

E diz muito sobre a "cultura democrática"actual dos nossos professores e sobretudo diz ainda mais sobre os preceitos "democráticos" de quem os manipula (são aqueles que admiram e se vêem nas calças com as "democracias" exemplares de Cuba, Coreia do Norte, China, Vietname - e acho que pouco mais):

E-mail a circular entre os professores (reproduzido da caixa de comentários deste post):

    «Dar à Sra. Ministra um pouco do seu veneno...

    Colegas,

    A está a pôr à prova a nossa união. Como devem saber, já começámos a receber as indicações para utilizar a aplicação informática on-line para mandar os objectivos individuais.

    Eu sou amigo de um dos engenheiros informáticos que criaram esta aplicação naquela altura [Governo PSD/CDS] que houve problemas com os concursos. Lembram-se?

    Então, é assim: podemos devolver o presente envenenado à Sra. Ministra. Como?

    Simplesmente bloqueando a aplicação. E para isso basta introduzir três vezes a password de forma errada. Se todos o fizermos, o ME fica com um problema: 140 000 aplicações bloqueadas. Bloqueadas para a avaliação, para os concursos, para tudo... Para melhorar a situação, os engenheiros informáticos que criaram a aplicação já não trabalham para o ME.

    No meu agrupamento, vamos fazê-lo todos juntos. Vamos ligar um computador à net no bar e um por um, com os outros como testemunhas, vamos bloquear a nossa aplicação.

    Passem este esta informação, via e-mail e, se entenderem fazê-lo, melhor. Vamos dar à Sra. Ministra um pouco do seu veneno.

    Continuemos unidos e ninguém nos vencerá. Vamos vencer a ditadura.

Via Câmara Corporativa

Aquilo que denuncia o grau mais baixo de cidadania e a orientação política da besta que se lembrou disto é aquela singela palavra "ditadura"; é o sentimento de sempre dos militantes do PCP que nunca conseguiram digerir bem que o Povo - por quem eles abusivamente tanto procuram "representar" nos seus vómitos panfletários - se defecou em grande para cima deles em praticamente todas as eleições LIVRES e DEMOCRÁTICAS realizadas desde o 25 de Abril.

Estas alimárias, que até há demasiado pouco tempo pregavam entre as suas paredes de chumbo a revolta armada, dão-se mal com a verdadeira liberdade de expressão e escolha, sempre se deram e a História é prova disso mesmo. São maralha de autoritarismo estalinista, que sonham em poder mandar para passar a pelotão de fuzilamento todos e quaisquer que contra eles opinem ou se sintam - isto é a verdade, doa a quem doer, que move estes facínoras, mas os facínora que controlam o aparelho do partido.

A gentalha das bases (filiados e simples apoiantes) é composta por néscios, broncos e boçais de tendencia mais Anarquista do que outra coisa qualquer, idiologia e sentimento (ethos) atempadamente sequestrados e recauchutados (aí nos inícios do século XX) para a produção de um exército fanatizado e acéfalo, especialmente na europa mais latina e austral; tem a haver um pouco com o Espírito das gentes destas paragens.

E como a História também nos ensina, sempre que algum destes Anarcas Raptados se apercebe da patranha, é prontamente eliminado das hostes e até as suas fotos são apagadas, num claro e infantil acto de negação.

O PCP anda acirrado... já quase que antevê a imposição da sua Democracia de Partido e Opinioes únicas (o que não irá acontecer é certo)... e os senhores professores provam serem ainda mais estúpidos do que o têm demonstrado ao se deixarem manipular por gente tão escusa e que não tão secretamente como isso os despreza (sendo que se conseguissem levar avante os seus intentos, iriam começar por purgar exactamente a maioria dos docentes deste país).

Um Put@ Concertão!

Nem sei bem porquê, postei para aqui tanto dislate que, estupidamente, me esqueci de referir o concerto que fui ver no sábado passado, no mui excelente Porto Rio (The boat of rock'n'roll and electronic underground).

Brant Bjork and the Bros

Com a primeira parte a cargo de uma excelente surpresa que foram os "Black Bombaim", uns putos que rockam pra carago a que se seguiram uns menos inspirados "Marbles"

Organizado pela Cooperativa do Otários, um colectivo de "carolas" unidos pela música e pelo estilo de vida, foi um dos melhores concertos que vi este ano!

Fica aqui uma amostrinha dos senhores no local e dia em questão...

Revolution, compadre!

Eu não acho que seja inteiramente só de mim

Mas hoje parece-me tudo (leia-se todos) muito agitado, implicante ou simplesmente barulhento. Sim eu sei, sou um "personagem" quezilento, um pouco paranóico e imensamente neurótico. Sei isto tudo há já muitos anos, prontos, alguns, não tantos assim como isso, são mais de dois, daí a autoridade para usar o plural.

É um facto que às sextas-feiras aquela parte da mole que não labora oa fim de semana, se mostra mais ansiosa na expectativa do dito e,paradoxalmente, mais relaxada nos seu objectivos profissionais.
Ora aqui é que está o problema, a par da derrota da selecção nacional nas terras de Vera Cruz (um cliché de vez em quando fica bem), o caso BPN e o camandro dos professores que se recusam a serem avaliados, o que origina discussões acaloradas e comum nível sonoro não despiciente, que incomoda.

E a propósito dos lentes deste país, eu bem sabia que a questão do "modelo" era absolutamente falsa, aliás o facínora da foto posta ali mais abaixo só engana os néscios, os ignaros e os broncos no que é apoiado pelos calaceiros/madrassos/manguelas e pelos incompetentes (que serão a maioria a meu ver, não quero acreditar - e pela experiência pessoal - que haja assim tantos docentes néscios e broncos, é antes uma classe mais preenchida por erros de casting dramáticos de uma falta de vocação e inabilidade homéricas no que ao transmitir Conhecimento se trata e uma imensa legião de Ociosos de carreira que sonharam com um Shangri-La profissional ).
Os alunos nisto tudo são, como sempre foram, peões sacrificáveis neste jogo de Interesses - sempre senti que uma boa parte dos que ensinam o fazem por sede de vingança contra a sua própria infância e adolescência miseráveis (do inglês misery, atenção).

Por outro lado os alunos não são inocentes - aliás a Inocência, a para do conceito de Amor Romântico são conceitos inventados por gente de espírito balofo e sensaborão, porém com boa capacidade de oratória e escrita e acervo material suficiente para deixar publicada as suas congeminações.
Mas aos alunos, a vida irá encarregar-se de lhes mostrar como é e de modo subtil, explicar-lhe que isto anda tudo ligado e que todas as acções têm efeitos e reacções - Karma, Tao, chamem-lhe o que quiserem; eu, que sou das engenharias, acho que são os princípios básicos do funcionamento do Tudo que regulam isto desta maneira a atingir estados de equilíbrio e que a Termodinâmica vai muito para além do retrato dos sistemas energéticos.

E agora uma música repescada do baú das memórias não tão antigas assim como isso

Uma versão do caraças, um vídeo do C@r@lhã0!

Waaaaaaaaaaaaaaaay to easy

Name That Element

Assim de repente lembrei-me

Deste filme absolutamente delicioso (e uma portentosa banda sonora):

No outro dia (re)ouvi isto...



E apercebi-me que já passaram quase 20 anos desde a primeira vez que a escutei

Retrato de um Facínora














Talvez lhe fizesse bem trabalhar a sério, ao menos uma semanita que fosse.

Felicidade

Apenas um bocadinho dela, para mim que sou um cínico e todos os demais defeitos que agora não me lembro: Ver os futeboleiros phudidus logo pela manhã.


Misery LOVES company

THE UNIVERSE:

4. Population
It is known that there are an infinite number of worlds, simply because there is an infinite amount of space for them. However, not every one of them is inhabited. Therefore, there must be a finite number of inhabited worlds. Any finite number divided by infinity is as near to nothing as makes no odds, so the average population of all the planets in the Universe can be said to be zero. From this it follows that the population of the whole Universe is also zero, and that any people you may meet from time to time are merely the products of a deranged imagination.

--The Hitchhiker's Guide to the Galaxy


Constatação II

Acabo de constatar, ao ler ali o "Last Breath", que também eu sofro do "Efeito Bradley", devidamente adaptado à minha realidade.

Também a mim me acham muita piada, que sou assim tipo muito fixe e tudo e sei lá o que mais, que sou mesmo, mesmo o que uma mulher pode esperar, mas na hora da Verdade, quando conta, nenhuma quer nada comigo...

Adenda: a próxima que me chamar assim "tipo irmão" vai contusa para as urgências (e sim, tanto dá bater em gajas como em gajos, a minha mãe educou-me no conceito de igualdade dos géneros).

... e para serenar um pouco

ou acalmar "os nervos" (eu sofro munto deles), toca de ouvir uma coisa que já não houvia há uns largos tempos:



Há dias assim

Estava bem era em casa, espraiado no sofá, a ler um livro que anda meio esquecido, acompanhado por um chá forte.
Não me apetece estar aqui, estou sem inspiração para escrever mais um relatório a ter que dizer o mesmo do anterior mas por outras palavras, para não parecer mal e dar ao cliente a ilusão de que a chafarrica que gere não é assim tão podre quanto verdadeiramente é.

Farto-me de falar/escrever para ignaros - orgulhosos e ingénuos do seu "status" - para bandalhos sem redenção possível e para gente quiçá ainda mais desmotivada do que eu.

    <inserir suspiro profundo>

Compensa o facto de o trabalho não ser pesado, o horário ser bom e o ambiente de trabalho ser afável e "livre" - uma boa entidade patronal, diga-se - passe o ligeiro excesso de mulherame que consegue, por vezes, desesperar o mais pacífico e domado dos "machos".

Mas a minha diatribe hoje não as visa a elas mas a mim, à minha falta de vontade de escrever um relatório que vai directamente para o arquivo sem que alguém (cliente) lhe passe a vista em cima - com alguma sorte não vai parar ao caixote do lixo, já aconteceu antes...

Sinto-me um tanto desperdiçado, cum caraças, camandro, carago e a outra interjeição começada por C e que rima com o nome de uma planta hortense da família das liliáceas.

Mas enfim, vou, no curto prazo, fazer alguma coisa acerca disto!


Funny, because it's true (ou post misógino a fechar a semana)

Não sei porque é que ninguém entende as mulheres! Fazer uma mulher feliz é muito fácil. Só é preciso seres:

01) Amigo
02) Companheiro
03) Amante
04) Irmão
05) Pai
06) Chefe
07) Educador
08) Cozinheiro
09) Mecânico
10) Encanador
11) Decorador de Interiores
12) Estilista
13) Electricista
14) Sexólogo
15) Ginecologista
16) Psicólogo
17) Psiquiatra
18) Terapeuta
19) Audaz
20) Simpático
21) Desportista
22) Carinhoso
23) Atento
24) Cavalheiro
25) Inteligente
26) Imaginativo
27) Criativo
28) Doce
29) Forte
30) Compreensivo
31) Tolerante
32) Prudente
33) Ambicioso
34) Capaz
35) Valente
36) Decidido
37) Confiável
38) Respeitador
39) Apaixonado
40) Sensível

É muito importante não esquecer as Datas:
Aniversário, namoro, casamento, formatura, menstruação (esta pode salvar-te a vida), entre outras.
E ainda os aniversários dos pais, do irmão ou irmã mais querida, dos avós, da melhor amiga e do gato/cão.

Vê agora como se pode ganhar ou perder pontos com uma mulher:

1) Tarefas simples
Fazeres a cama (+1)
Deixares a tampa da retrete levantada (-5)
Substituir o papel higiénico que acabou (+2)
Ires ao supermercado só para comprar papel higiénico (+5)
Ires ao supermercado só para comprar papel higiénico mesmo “debaixo” de chuva (+8)
Mas regressares com também cerveja (-15)
Levantares-te de noite porque ela ouviu um barulho estranho (0)
- obs. quando a pontuação é 0, significa que não estás a fazer mais que tua obrigação.
Levantares-te de noite, mas o barulho não ser nada (0)
Levantares-te de noite e o barulho era de um rato (+5)
Matas o rato (+10)

2) Social
Ficas ao lado dela uma festa inteira (0)
Vais beber com os amigos (-2)
Entre esses amigos está uma mulher chamada Anita (-4)
Anita é loira e magra (-16)
Aninha conhece-te (-180)

3) No aniversário dela ...
Leva-la a jantar fora (0)
Leva-la a jantar fora e não é o restaurante de sempre (+1)
É o restaurante de sempre (-2)
É um tasco (-3)
É um tasco e a televisão está a dar futebol (-10)

4) Passeios com amigos
Sais com um amigo (-5)
O amigo é solteiro (-14)
O amigo é tem muitas namoradas (-27)
O amigo conduz um descapotável (-180)
A Anita também vai!!! (-500)

5) Uma noite fora...
Leva-la ao cinema (+2)
Para ver um filme que ela gosta (+4)
Para ver um filme que ela gosta e que tu odeias (+6)
Leva-la ao cinema para ver um filme que gostas (-2)
O filme chama-se 'O massacre das Amazonas Mutantes do Inferno VIII' (-13)
Mentiste e disseste que seria um filme romântico francês (-135)

6) Grandes questões
Ela pergunta 'Eu estou gorda?' (-1) (pois é, aqui perdes sempre um ponto de qualquer maneira!)
Pensas/hesitas antes de responder (-10)
Dizes que não (-35)
Dizes que gostas dela mesmo que ela esteja gorda (-280)
Fazes comentários a respeito do corpo da Anita (-450)

7) Comunicação (quando ela quer dizer alguma coisa – tu não contas)
Ouves com uma expressão atenta (0)
Ouves mais de 30 minutos (+5)
Ouves por mais de 30 minutos sem olhar para a televisão (+10)
Ela percebe que você estás a dormir de olhos abertos (-320)

Percebeste agora como agradar a uma mulher não é tarefa tão difícil assim?!!!
Basta um pouco de boa vontade. Entendeste ??!!

Caguei-me a rir!

Gostava de me lembrar de estórias destas, assim:

O traseiro comichoso


Um fulano entra à noite furtivamente no gabinete de trabalho de um escritor famoso, esfrega as mãos e bebe um frasco inteiro de tinta. Depois pousa o frasco no lugar, coça o traseiro comichoso e volta furtivamente para casa.
No dia seguinte, o fulano começa a cagar histórias e transforma-se num autor famoso. O outro, sem a tinta, pobrezinho, mergulha numa crise de criatividade e acaba por morrer de desgosto.

A ver no mui excelente "dias felizes"

Constatação

Este blogue está uma m3rd4.
Vazio de conteúdo.
Falho de objectivo, de propósito.
Despovoado de criatividade e imaginação.
Destituído de um fio condutor ou linha editorial.
Desprovido de um livro de estilo, uma declaração nesse sentido que fosse.

Aquela foto ali do homem-gordo-aranha então, perturba-me.
Pior, espelha-me de algumas maneiras peculiares... incomoda-me.
Não sei porque raio a fui ali colocar.

Depois é a cena de ir "catar" os textos a outros lados...
Quem não dá para mais e se acha demais é o que faz.
Fosca-se...

Na verdade é como que espelha o meu presente caótico estado de alma, o meu zeitgeist se quiserem.
Confusão, desordem, desorganização, caos... O meu castelo de cartas levou com uma aragem e foi com o caraças e mais alguém que ia a passar.

ReInvenção.
Possível.
Haverá energia?

Haiku (reloaded???)

Nuvens que passam

A correr, atrás dos sonhos

No céu de Outono

Assim de repente fiquei nostálgico do tempo quando pela primeira vez ouvi isto:

A Anedota do Ano

Em tempos de crise, a comédia é sempre um excelente escape da dura realidade à nossa volta, um momento de pausa... "Rir é o melhor remédio", como diz o adágio popular:

Valentim Loureiro ponderou candidatura à Presidência da República

Podem ver mais pormenores aqui.


Este é, de facto, um país de patuscos. Ora vejam:

Acriliycs on a Canvas

Ou uma pobre tentativa de fazer uma piada artística, assim meio que inspirada pelo cachimbo da Magritte

Um estupor de uma verdade que parece não ter fim


"o português é capaz de tudo, logo que não lhe exijam que o seja, porque somos um grande povo de heróis adiados”

Fernando Pessoa

A VOZEARIA

«Ao mais inadivinhável indício de que o Presidente da República vai proclamar que o mundo é azul, Manuela Ferreira Leite antecipar-se-á, declarando, sem a propósito visível, que o mundo é azul e que há que impedir o Governo de o tornar cor-de-rosa.
No dia seguinte, porém, Luís Filipe Menezes escreverá que o mundo é redondo e que só uma liderança sem alma nem rumo pode dar mais relevância à cor do que à forma.
Acorrerá então António Borges, dizendo, em entrevista-surpresa, que é ao eleitorado que cabe decidir a cor do mundo, mas que todos os sinais da economia global apontam para que os povos o desejem azul.
Passos Coelho convocará a sua Plataforma e notificará as gravatas de seda presentes de que toda a realidade é mutável e que a cor verde deve começar a ser observada com crescente atenção. Na TSF, Santana Lopes explicará que decretar o mundo azul é um exercício aventureiro, sobretudo quando ainda nem se sabe o pensamento de Cavaco na matéria.
No Porto, Marco António Costa promoverá à pressa um ajuntamento a que chamará distrital, concluindo que, na opinião unânime desse órgão, o que do mundo interessa é a forma, e não a cor, pelo que a oposição do PSD devia fazer-se no sentido de impedir o Governo socialista de tornar o mundo plano. Uma hora mais tarde, Rui Rio dirá nem ter tido conhecimento da reunião e Miguel Veiga responderá à Lusa que não se deixa envolver em garotices.
Carlos Carreiras emitirá um comunicado explicitando que o problema da cor do mundo não existe, porque Lisboa ainda não se pronunciou sobre ele. E, à saída de um jantar no Hotel do Guincho, António Capucho dirá aos jornalistas que tem "obra para fazer" e não "tem tempo para madurezas".
Na SIC Notícias, Ângelo Correia classificará de "precipitada e leviana" a declaração da líder e revelará ser sua convicção pessoal que, uma vez bem ponderado o assunto, a cor do mundo andará entre o verde e o azul-marinho.
Carlos Coelho invocará a extrema complexidade da matéria para afirmar que o partido não terá posição sobre ela até à Universidade de Verão de 2009.
Algures no barlavento algarvio, Mendes Bota sentenciará que não faz sentido pronunciarem-se sobre a cor do mundo enquanto se não promover uma experiência-piloto no Algarve para apurar se ele é plano ou redondo. Esta declaração merecerá de Macário Correia, em Tavira, o comentário: "Não vejo interesse em pronunciar-me sobre as opiniões pessoais de Mendes Bota."
Numa festança improvisada no Funchal, Alberto João Jardim, após denunciar à humanidade que se está nas tintas para os colonizadores do Continente, proclamará que a escolha da cor do mundo é da competência e da responsabilidade exclusivas da líder do partido; e que depois, lá para fins de Março, se discutirá se a cor foi bem ou mal escolhida, extraindo-se desse facto as devidas ilações.
Correrão rumores de que, em Ponta Delgada, Costa Neves terá querido dizer alguma coisa.»

Roubado sem pudores a'O Jumento (que o "pescou daqui").

Explicação simplificada da crise financeira despoletada pelo mercado imobiliário subprime nos Estados Unidos e que nos vai muito provavelmente phuder-nos a todos, especialmente àqueles que como eu, se vêm à nesga para pagar as contas.

Genial! Em Português do Brasil. Recebi isto via mail...

"Para quem não entendeu ou não sabe bem o que é ou gerou a crise americana, segue breve relato econômico para leigo entender...
É assim:

O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça "na caderneta" aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobre preço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia sifudeu !

Viu... é muito simples...!!! "

Coisas Inúteis e Irrelevantes

Ranking(s) da UEFA

Cristiano Ronaldo
...

A seu tempo continuarei esta "série" de "coisas" totalmente inúteis e irrelevantes que não trazem valor acrescentado à sociedade mas que mesmo assim a Populaça lhes dá uma atenção do caraças, convencidos ou crentes que contribuem para o que quer que seja para melhorar as suas vidas ou se sentirem de alguma forma "integrados" ou justificados

Posto de Escuta (some not so new semi-weird stuff)

Momento cinéfilo-geek do dia

Quando vi o Equilibrium não pude deixar de reparar que o seu argumento é assim uma espécie de "mash-up" entre o do THX 1138 e o do Fahrenheit 451.

Estou constipado

Estou ranhoso, funguento e com tosse.
Tenho arrepios de frio e calores súbitos como se fora uma matrona na menopausa.
Dói-me o corpo todo e tenho a sensação de garganta arranhada.
E ainda por cima está calor e humidade que cheguem para ampliar o desconforto.
Quero ir para casa, preciso de me abafar, abifar e avinhar.

Communication Breakdown

E depois da bonança dos últimos dias

Hoje volta a impaciência e a absoluta falta de pachorra para certas e determinadas criaturas que andam pelo meu pequeno Universo.
E uma interrogação, antiga de séculos, nunca correctamente respondida por nenhum filósofo clássico, filósofo naturalista, antropólogo, biólogo evolucionista, psicólogo ou neurologista:

Porque será que o mulherame (a maioria pelo menos - há excepções) fala, fala, fala e fala algumas falam e querem falar tanto que até as próprias palavras se atropelam umas nas outras tal é o débito verborreico?

(E pelo menos em dois casos particulares, confirmam o velho adágio "Quem muito fala pouco acerta")

I'll be darned!!!




You Are An Exclamation Point



You are a bundle of... well, something.
You're often a bundle of joy, passion, or drama.
You're loud, brash, and outgoing. If you think it, you say it.
Definitely not the quiet type, you really don't keep a lot to yourself.
You're lively and inspiring. People love to be around your energy.
(But they do secretly worry that you'll spill their secrets without even realizing it.)
You excel in: Public speaking
You get along best with: the Dash

Uma fenomenal passagem de um dos melhores livros do Universo.

Sem tradução, porque há sempre algo que se perde...

Now it is such a bizarrely improbably coincidence that anything so mindbogglingly useful [the Babel fish] could have evolved by chance that some thinkers have chosen to see it as a final and clinching proof of the non-existence of God.
The argument goes something like this: "I refuse to prove that I exist," says God, "for proof denies faith, and without faith I am nothing."
"But," says Man, "the Babel fish is a dead giveaway isn't it? It could not have evolved by chance. It proves you exist, and so therefore, by your own arguments, you don't. QED"
"Oh dear," says God, "I hadn't thought of that," and promptly vanishes in a puff of logic.


Douglas Adams, The Hitchhiker's Guide to the Galaxy (book one of the Hitch Hiker's Guide to the Galaxy series


Visto por aí, na Cidade
























Pornographia Púdica.
Visto no Largo do Moinho deVento
(Não está lá nenhum moinho de vento mas presumo que por lá tenha existido um)

Mais uma segunda II

O sol brilha lá fora, o fim de semana foi bom, e para variar estou bem disposto.
O trabalho continua seca mas enfim, é o Karma da espécie.
Ou Destino, Fado, Sina, Sorte, Vaticínio ou Fatalidade.
Vou ver se arranjo mais uns tantos sinónimos.

Visto por aí, na Cidade
























Aforismo de parede, repetido quase ad nauseam, pela Cidade afora
(com ou sem bonecos)

Ah! A abordagem Científica! Temos de a admirar!
























Matemática! A linguagem Universal, a mais bela e elegante de todas elas!

Boneco via xkcd que também podem ir "picar" ali ao lado
(xkcd : em termos da posição relativa no alfabeto convencional temos que se "transforma" em 24 11 3 4. Agora somem estes números e vejam bem a resposta)

Da monotonia viscosa dos dias

Que passa, espessa, a custo por entre as horas.
OK, não me vou armar em poeta; disso já este país tem em sobreabundância.
Mas gerir a pasmaceira da rotina diária exige algum esforço e imaginação. Mas nem sempre estamos com a nossa "carteira" favorável e hoje estou em clara situação de deficit.

TÉDIO.

Ou Ennui  para os adeptos de palavras delicodoces e bonitas.
Mais do que o simples aborrecimento, muito para além da saturação advinda da repetição de tarefas "ad nauseaum".

Tédio que me preenche todos os poros e paradoxalmente cada vez mais me esvazia e aumenta aquele vácuo que me consome.
Os buracos negros tão temidos não são produzidos no LHC nem na alta atmosfera pelos raios cósmicos. São produzidos pelo Tédio.
Ou o TéDiO é apenas um sintoma, mais um, "desta insatisfação, que não consigo compreender".

A escrita semi-automática é gira, vou poupar para comprar uma automática total.

Visto por aí, na Cidade



















Sorria e aproveite o dia!
Bola/marco anti-transito no gaveto formado pela Rua do General Silveira e pela Rua da Conceição, no Porto

Desabafo

Continuo sem pachorra para aturar a esmagadora maioria das pessoas, estou numa fase em que tudo me incomoda.

Os néscios, os broncos, os ignaros e os boçais e todos aqueles para quem as conquistas da Democracia e esforços de quem defende as Liberdades apenas representam um meio de exaltarem a sua extrema mesquinhez e egoísmo, a sua absoluta falta de respeito por tudo e todos e que ainda se gabam da sua total falta de civilidade. Gente indigna, parasitas, escarros humanos, todos eles.

E antes que venham por aí acusar-me de todo o tipo de preconceitos sociais, estes abortos evolutivos atravessam todas as classes sociais - como sempre, calha de ser em situações de pobreza que se tornam mais visíveis.

Os jornalistas e a comunicação social que apenas a duras penas de alguns corajosos/iluminados solitários consegue de longe a muito longe produzir uma peça/cacha ou o raio que parta que as alimárias lhes chamam. Todos os dias, todos sem excepção, encontro erros gramaticais de tão básicos que são que me teriam custado umas valentes reguadas na instrução primária, erros de sintaxe, "non-sequiturs" constantes. Mas o pior é a pobreza de conhecimentos verdadeiramente aflitiva que estes ditos profissionais revelam em absolutamente quase todos os temas que não sejam o cancro social dos futebóis eos montes de merda pustulenta da dita "Sociedade/Jetset".

É absolutamente confrangedor ver gente que é paga (mal ou bem virá ou não ou caso) que sem ter a noção das mais simples operações de matemática elabora peças para onde atira literalmente estatísticas, medidas e outros números que vão "pescar" aos "pool" demasiado pequeno das agências noticiosas ou das organizações dedicadas a estes temas. Quando traduzem notícias, é o descalabro - não rara vezes devem-no fazer com recurso ao "babel-fish" e fica como está; frases completamente desprovidas de sentido. E nem sequer quero referir as notícias científicas... apenas e só nas publicações de referência é que não se nos depara com asneira mais do que grossa.

Os jornalistas são actualmente a classe profissional mais incompetente, asinina e incapaz e desnecessária deste país.

De perto seguem-se a esmagadora maioria licenciados em Direito - nas suas mais diversas ramificações, dos magistrados e juízes aos advogados, juristas e outros agentes. São uma das corporações com maiores responsabilidades no atraso atávico deste país e desde há mais tempo.

Irritam-me os Patrões deste país, que anda tão carenciado de empresários há mais de 200 anos e os detentores dos cursos de Economia/Gestão que acham que sabem ser empresários e nem patrões sabem ser. E irritam-me os trabalhadores que querem ganhar muito sem nada fazerem e acreditem que não são assim tão poucos quanto isso.

Irritam-me os instigadores e os seus acéfalos seguidores das “guerras dos sexos” que apenas servem para vender publicações que não valem o papel onde são impressas e programas de rádio e televisão que espantam pela absoluta vacuidade.

A maioria são, tristemente, mulheres. Esta postura não beneficia o género e se repararem bem, muitas das “arautas” e “guruas” destas “guerra” parecem mais interessadas em abimbalhar e estupidificar o mulherame.

Da parte masculina o que não são absolutamente boçais, são a perfeita contraparte do que foi dito acima.

E o que sobra desta contenda são mulheres e homens absolutamente fúteis e bidimensionais, sem nenhum resquício de profundidade. E a maior diferença salarial entre géneros da Europa comunitária.

Dos políticos muitos me irritam e muitos outros me deixam profundamente irritado o que são duas coisas diferentes - mas sobre isto postarei mais tarde em exclusivo sobre o assunto.

E quem não gostou ou concorda com o que aqui está escrito – bem o direito é todo seu, felizmente ainda garantido pela Constituição

Quarta-feira

O choque pós-férias continua.
Perdi todo o interesse nas experiências sociológicas do microcosmos burótico.
E também no macrocosmos urbano.
Preciso de uma mudança de paradigma.

O que eu já não tinha saudades

Era do pianinho de repetição ali ao lado.
A repetir as ideias e frases que acabou de ouvir dos chefes.
Entre outras ideias feitas e preconceitos vários.

Hahahaha A Verdade é uma coisa phudida




















Roubado sem pudor aqui, ao Pundit Kitchen (daThe Cheezburger Network)

And now for something completly unexpected

I must not fear.
Fear is the mind-killer.
Fear is the little-death that brings total obliteration.
I will face my fear.
I will permit it to pass over me and through me.
And when it has gone past I will turn the inner eye to see its path.
Where the fear has gone there will be nothing.
Only I will remain

Regresso

Não muito entusiasmado de uma férias que na verdade não passaram de um longo e aborrecido fim de semana prolongado, com um sábado curto e um demasiado longo domingo (aqui entra como música de fundo "Everyday is like Sunday" dos Smiths, para ajudar ao tom lamuriento).
No entanto parecem-me um pouco mais apelativas que o regresso ao trabalho, por ora.

E por ora continuo desinspirado, desmotivado e entediado

Esta música é daquelas que arrepia, deixa um nó na garganta e deixa um gosto agridoce na boca

E o pior é que quase todos nós temos alguém a quem a dedicar, alguém a quem ela se ajusta como uma luva...

"Black", by Pear Jam
Sheets of empty canvas, untouched sheets of clay
Were laid spread out before me as her body once did.
All five horizons revolved around her soul
As the earth to the sun
Now the air I tasted and breathed has taken a turn
Ooh, and all I taught her was everything
Ooh, I know she gave me all that she wore
And now my bitter hands chafe beneath the clouds
Of what was everything.
Oh, the pictures have all been washed in black, tattooed everything...
I take a walk outside
I'm surrounded by some kids at play
I can feel their laughter, so why do I sear?
Oh, and twisted thoughts that spin round my head
I'm spinning, oh, I'm spinning
How quick the sun can drop away
And now my bitter hands cradle broken glass
Of what was everything?
All the pictures have all been washed in black, tattooed everything...
All the love gone bad turned my world to black
Tattooed all I see, all that I am, all I'll be... yeah...
Uh huh... uh huh... ooh...
I know someday you'll have a beautiful life,
I know you'll be a sun in somebody else's sky, but why
Why, why can't it be, why can't it be mine
Aah... uuh..
Too doo doo too, too doo doo

Anos 80 - Uma semi-repostagem em versão revista e aumentada

"Planet Earth"
Only came outside to watch the nightfall with the rain
I heard you making patterns rhyme
Like some new romantic looking for the TV sound
You'll see I'm right some other time
Look now, look all around, there's no sign of life
Voices, another sound, can you hear me now?
This is planet earth; you're looking at planet earth
Bop bop bop bop bop bop bop bop this is planet earth
My head is stuck on something precious
Let me know if you're coming down to land
Is there anybody out there trying to get through?
My eyes are so cloudy I can't see you
Look now, look all around, there's no sign of life
Voices, another sound, can you hear me now?
Is is planet earth, you're looking at planet earth
Bop bop bop bop bop bop bop bop
This is planet earth
Bop bop bop bop bop bop bop bop
This calling planet earth
Bop bop bop bop bop bop bop bop
This looking at planet earth
Bop bop bop bop bop bop bop bop
This is planet earth


DuranDuran... Um dos expoentes dos Anos 80.
Futilidade, "mullets" e palas que desafiavam a lei da gravidade, tinta fluorescente e cores berrantes, chumaços e adereços espalhafatosos, noites brancas, cocaína e heroína a rodos, dependendo dos lados do atlântico.
A fábrica Stock, Aitken & Waterman a vomitar hits sem parar, o Rap antes de ser Hip Hop, air-metal que era apenas heavy-metal ou hard-rock consoante o número e o tamanho do solos de guitarra.
Decadência moral generalizada e o suposto optimismo - absolutamente hipócrita, absolutamente falso – emanado dos “States” com a sua ultra-violência urbana.
O medo da Bomba, as tragédias contínuas da brutalidade dos regimes da América Latina e dos que ses lhes opunham, a guerra Irão-Iraque, ainda o terrorismo (não é invenção de 2001) e os desvios quase semanais de aviões para Israel ou para o Líbano, onde em Beirute, cidade esquizofrénica, se trabalhava de dia e combatia depois de jantar antes de ir dormir.
A União Soviética a boicotar os olímpicos de LA em represália ao boicote americano dos Olímpicos de Moscovo quatro anos antes.
A crise económica e a inflação acima dos 30%, a AD e a FSR e a APU e as miriades de coligações das centenas de partidos num Portugal a amadurecer a Democracia.

Talvez seja repostagem, talvez não seja, não me lembro

Mas c@r@lh0s me reph0d@m se esta não é uma das melhores músicas de sempre
(Versão Jeff Buckley, letra do grande Leonard Cohen)

Hallelujah

Now, I've heard there was a secret chord
That David played, and it pleased the Lord
But you don't really care for music, do ya?
It goes like this: the fourth, the fifth
The minor fall, the major lift
The baffled king composing hallelujah

Hallelujah, hallelujah
Hallelujah, hallelujah

Your faith was strong but you needed proof
You saw her bathing on the roof
Her beauty and the moonlight overthrew ya
She tied you to her kitchen chair
She broke your throne, and she cut your hair
And from your lips she drew the hallelujah

Hallelujah, hallelujah
Hallelujah, hallelujah


Well baby, I’ve been here before
I’ve seen this room and I’ve walked this floor
You know, I used to live alone before I knew ya
And I’ve seen your flag on the marble arch
And love is not a victory march
It’s a cold and it’s a broken hallelujah

Hallelujah, hallelujah
Hallelujah, hallelujah


Well, there was a time when you let me know
What’s really going on below
But now you never show that to me, do ya?
But remember when I moved in you
And the holy dove was moving too
And every breath we drew was hallelujah

Hallelujah, hallelujah
Hallelujah, hallelujah


Maybe there is a God above
But all I’ve ever learned from love
Was how to shoot somebody who outdrew ya
And it’s not a cry that you hear at night
It’s not somebody who’s seen the light
It’s a cold and it’s a broken hallelujah

Hallelujah, hallelujah
Hallelujah, hallelujah


Hallelujah ... hallelujah.

Ode singela à Loucura (ou eu acho-me mesmo uma maravilha)

Fascinam-me os Loucos e todos aqueles que ousaram tentar ser maiores do que a vida, maiores do que as expectativas do mundo.
Encantam-me os caídos em desgraça e os proscritos, os malditos e os que pereceram no caminho  buscando  o Infinito e o Todo.
Encantam-me aqueles que sem medo abriram os braços e sem medo enfrentaram Ogres, Adamastores e Magos, os Guardiães do Estado das Coisas e ainda os Velhos do Restelo.
Anjos caídos, todos eles, não por vaidade e soberba, mas por sede e fome de Vida. Anjos do apocalipse do Comodismo e da Mesquinhez, carrascos do marasmo, do tédio e da monotonia.
Louvemos todos aqueles que ousam ser diferentes, todos aqueles que são excluídos por não serem norma. Cantemos canções de júbilo pelos danados, pelos que ardem no Inferno da Vox Populi. Oremos pelos bêbados, pelos mendigos e pelos vagabundos. E demos graças pelos inconformados e pelos curiosos

Bodisatva

Cansado das lutas e das derrotas e das glórias fugazes, levantou-se e dirigiu-se ao arquivo onde urinou para um monte de caixas poeirentas. Psicodrama encenado, definindo o desprezo que sentia pela sua história de outros tempos.
Despiu o fato regulamentar e em conjunto com a gravata e os sapatos de executivo, ateou-lhes o fogo e saiu rindo às gargalhadas, maníacas, para quase todos, libertadoras, para os menos incautos. O incêndio foi breve e rapidamente controlado pela equipa de emergência eficiente que ele próprio ajudara a criar.
Deu as chaves do seu carro ao arrumador de serviço e mais a carteira com os documentos. Sentiu-se leve e feliz. Sentiu desconhecer o que sentia, esquecido do breve momento da sua infância em que não lhe foi dito para cumprir o destino não cumprido de seus pais.
Lentamente lembrou-se do dia da sua morte, o dia em que aceitou carregar o fardo de ser quem queriam que ele fosse. Era um dia solarengo de Outubro, soalheiro. O que para o caso é irrelevante.
Chegou a casa e escreveu uma carta onde contava da sua boa-nova, a sua ressurreição, à sua mulher-esposa socialmente adequada e escolhida. Não que não gostasse dela, de um certo modo até a amava.
Certo dia de manhã, olhou para ela e viu-a morta enquanto tomava banho. Reconheceu depois, no cadáver sorridente e afável que lhe servia o pequeno-almoço, a sua própria morte. Foi nesse dia em que se resolveu ressuscitar. E dar-lhe a oportunidade de o fazer também ela. Mas Resolveu que não continuaria morto se ela assim o decidisse permanecer.
E assim foi, ela continuou morta e ele decidiu viver.
Deixou tudo para trás, apenas levou alguma roupa e começou a caminhar para onde lhe parecia certo. Nunca mais parou e ainda hoje continua a sua peregrinação pelo mundo fora. Está vivo, feliz. Ajuda outros mortos a voltar à vida.
Chamam-lhe o louco, o alienado, aquele que deitou tudo a perder. Fogem dele, a sua liberdade e paz de espírito causam-lhes incómodo.
Ele apenas sorri e continua o seu caminho.