Mais uma segunda II

O sol brilha lá fora, o fim de semana foi bom, e para variar estou bem disposto.
O trabalho continua seca mas enfim, é o Karma da espécie.
Ou Destino, Fado, Sina, Sorte, Vaticínio ou Fatalidade.
Vou ver se arranjo mais uns tantos sinónimos.

Visto por aí, na Cidade
























Aforismo de parede, repetido quase ad nauseam, pela Cidade afora
(com ou sem bonecos)

Ah! A abordagem Científica! Temos de a admirar!
























Matemática! A linguagem Universal, a mais bela e elegante de todas elas!

Boneco via xkcd que também podem ir "picar" ali ao lado
(xkcd : em termos da posição relativa no alfabeto convencional temos que se "transforma" em 24 11 3 4. Agora somem estes números e vejam bem a resposta)

Da monotonia viscosa dos dias

Que passa, espessa, a custo por entre as horas.
OK, não me vou armar em poeta; disso já este país tem em sobreabundância.
Mas gerir a pasmaceira da rotina diária exige algum esforço e imaginação. Mas nem sempre estamos com a nossa "carteira" favorável e hoje estou em clara situação de deficit.

TÉDIO.

Ou Ennui  para os adeptos de palavras delicodoces e bonitas.
Mais do que o simples aborrecimento, muito para além da saturação advinda da repetição de tarefas "ad nauseaum".

Tédio que me preenche todos os poros e paradoxalmente cada vez mais me esvazia e aumenta aquele vácuo que me consome.
Os buracos negros tão temidos não são produzidos no LHC nem na alta atmosfera pelos raios cósmicos. São produzidos pelo Tédio.
Ou o TéDiO é apenas um sintoma, mais um, "desta insatisfação, que não consigo compreender".

A escrita semi-automática é gira, vou poupar para comprar uma automática total.

Visto por aí, na Cidade



















Sorria e aproveite o dia!
Bola/marco anti-transito no gaveto formado pela Rua do General Silveira e pela Rua da Conceição, no Porto

Desabafo

Continuo sem pachorra para aturar a esmagadora maioria das pessoas, estou numa fase em que tudo me incomoda.

Os néscios, os broncos, os ignaros e os boçais e todos aqueles para quem as conquistas da Democracia e esforços de quem defende as Liberdades apenas representam um meio de exaltarem a sua extrema mesquinhez e egoísmo, a sua absoluta falta de respeito por tudo e todos e que ainda se gabam da sua total falta de civilidade. Gente indigna, parasitas, escarros humanos, todos eles.

E antes que venham por aí acusar-me de todo o tipo de preconceitos sociais, estes abortos evolutivos atravessam todas as classes sociais - como sempre, calha de ser em situações de pobreza que se tornam mais visíveis.

Os jornalistas e a comunicação social que apenas a duras penas de alguns corajosos/iluminados solitários consegue de longe a muito longe produzir uma peça/cacha ou o raio que parta que as alimárias lhes chamam. Todos os dias, todos sem excepção, encontro erros gramaticais de tão básicos que são que me teriam custado umas valentes reguadas na instrução primária, erros de sintaxe, "non-sequiturs" constantes. Mas o pior é a pobreza de conhecimentos verdadeiramente aflitiva que estes ditos profissionais revelam em absolutamente quase todos os temas que não sejam o cancro social dos futebóis eos montes de merda pustulenta da dita "Sociedade/Jetset".

É absolutamente confrangedor ver gente que é paga (mal ou bem virá ou não ou caso) que sem ter a noção das mais simples operações de matemática elabora peças para onde atira literalmente estatísticas, medidas e outros números que vão "pescar" aos "pool" demasiado pequeno das agências noticiosas ou das organizações dedicadas a estes temas. Quando traduzem notícias, é o descalabro - não rara vezes devem-no fazer com recurso ao "babel-fish" e fica como está; frases completamente desprovidas de sentido. E nem sequer quero referir as notícias científicas... apenas e só nas publicações de referência é que não se nos depara com asneira mais do que grossa.

Os jornalistas são actualmente a classe profissional mais incompetente, asinina e incapaz e desnecessária deste país.

De perto seguem-se a esmagadora maioria licenciados em Direito - nas suas mais diversas ramificações, dos magistrados e juízes aos advogados, juristas e outros agentes. São uma das corporações com maiores responsabilidades no atraso atávico deste país e desde há mais tempo.

Irritam-me os Patrões deste país, que anda tão carenciado de empresários há mais de 200 anos e os detentores dos cursos de Economia/Gestão que acham que sabem ser empresários e nem patrões sabem ser. E irritam-me os trabalhadores que querem ganhar muito sem nada fazerem e acreditem que não são assim tão poucos quanto isso.

Irritam-me os instigadores e os seus acéfalos seguidores das “guerras dos sexos” que apenas servem para vender publicações que não valem o papel onde são impressas e programas de rádio e televisão que espantam pela absoluta vacuidade.

A maioria são, tristemente, mulheres. Esta postura não beneficia o género e se repararem bem, muitas das “arautas” e “guruas” destas “guerra” parecem mais interessadas em abimbalhar e estupidificar o mulherame.

Da parte masculina o que não são absolutamente boçais, são a perfeita contraparte do que foi dito acima.

E o que sobra desta contenda são mulheres e homens absolutamente fúteis e bidimensionais, sem nenhum resquício de profundidade. E a maior diferença salarial entre géneros da Europa comunitária.

Dos políticos muitos me irritam e muitos outros me deixam profundamente irritado o que são duas coisas diferentes - mas sobre isto postarei mais tarde em exclusivo sobre o assunto.

E quem não gostou ou concorda com o que aqui está escrito – bem o direito é todo seu, felizmente ainda garantido pela Constituição

Quarta-feira

O choque pós-férias continua.
Perdi todo o interesse nas experiências sociológicas do microcosmos burótico.
E também no macrocosmos urbano.
Preciso de uma mudança de paradigma.

O que eu já não tinha saudades

Era do pianinho de repetição ali ao lado.
A repetir as ideias e frases que acabou de ouvir dos chefes.
Entre outras ideias feitas e preconceitos vários.

Hahahaha A Verdade é uma coisa phudida




















Roubado sem pudor aqui, ao Pundit Kitchen (daThe Cheezburger Network)

And now for something completly unexpected

I must not fear.
Fear is the mind-killer.
Fear is the little-death that brings total obliteration.
I will face my fear.
I will permit it to pass over me and through me.
And when it has gone past I will turn the inner eye to see its path.
Where the fear has gone there will be nothing.
Only I will remain

Regresso

Não muito entusiasmado de uma férias que na verdade não passaram de um longo e aborrecido fim de semana prolongado, com um sábado curto e um demasiado longo domingo (aqui entra como música de fundo "Everyday is like Sunday" dos Smiths, para ajudar ao tom lamuriento).
No entanto parecem-me um pouco mais apelativas que o regresso ao trabalho, por ora.

E por ora continuo desinspirado, desmotivado e entediado